Alemanha quer impedir Brexit a qualquer preço. UE tem de se preparar para um ‘no deal 2.0’

A Alemanha está a instar a União Europeia a elaborar planos de contingência para um cenário do Brexit “no deal 2.0”, alertando para que que os Estados membros não adiram aos planos britânicos de um rápido acordo de comércio e segurança no verão “a qualquer preço”, noticia o ‘The Guardian’.

Apesar de os recentes sinais positivos sobre as negociações, ainda existem pontos relevantes por serem resolvidos e o tempo começa a escassear, com Boris Johnson a confirmar que o período de transição não será estendido.

O primeiro-ministro britânico afirmou que acredita que o acordo poderá ser garantido durante este verão, mas de acordo com um documento divulgado pela Reuters, o governo alemão reservou setembro como o mês-chave para a resolução deste dossier.

No documento do governo alemão, de 15 de junho, pode ler-se: “A partir de setembro, as negociações entram numa fase ‘quente’. E o Reino Unido já está a escalar nas ameaças a Bruxelas visando resolver ao máximo no menor tempo possível e espera obter sucessos de última hora nas negociações”.

“Portanto, é importante preservar a unidade dos 27, continuar a insistir no progresso paralelo em todas as áreas (pacote geral) e deixar claro que não haverá acordo a qualquer preço. Agora, o planeamento de contingência nacional e europeu tem de começar para estar preparado para um ‘não acordo’ 2.0”. reforça o governo alemão.

Autoridades da UE acreditam que o prazo real para um acordo é 31 de outubro, após o qual qualquer acordo precisará de ser ratificado pelo Parlamento Europeu.

Após uma reunião de videoconferência na segunda-feira entre Johnson e os líderes das instituições da UE, incluindo Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, os dois lados comprometeram-se a “intensificar” as negociações em julho e, se possível, alcançar “um entendimento precoce dos princípios subjacentes a qualquer acordo”.

Recorde-se que as condições de igualdade para garantir concorrência justa entre empresas britânicas e da UE, acesso às águas de pesca do Reino Unido, cooperação policial e resolução de disputas são as principais barreiras a ultrapassar nesta negociações.

Fonte: executivedigest.sapo.pt

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