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'Voyager 1' entra em zona desconhecida do Sistema Solar

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A sonda espacial da NASA 'Voyager 1' entrou numa camada do sistema solar até agora desconhecida. Os cientistas batizaram esta nova de região de 'Autoestrada Magnética' e calcula-se que seja a última camada da heliosfera. A descoberta foi anunciada segunda-feira no congresso da União de Geofísica Americana, em San Francisco, na Califórnia.

 

A nova camada descoberta pela sonda espacial 'Voyager 1' é, segundo os cientistas, a última paragem antes do espaço interestelar, e portanto, a última camada da heliosfera (espécie de bolha magnética criada pelas emissões do Sol, que protege os planetas das radiações do espaço interestelar), diz o site do jornal britânico 'The Daily Mail'.

A 'Voyager 1' e a sua gémea 'Voyager 2' foram lançadas para o espaço há já 35 anos. Ambas ficarão sem energia entre 2020 e 2025, altura em que enviarão para o Planeta Terra os resultados que obtiveram nos seus 35 anos pelo espaço, antes de se desligarem de vez, diz o mesmo jornal.

Foi em 1977 que a sonda foi lançada ao espaço. Agora acaba de entrar numa região do sistema solar nova e desconhecida. O nome escolhido pelos cientistas, 'Autoestrada Magnética', prende-se com o facto de, a mais de 18 mil milhões de quilómetros da Terra, as linhas do campo magnético do sol se conectarem com as que vêm de outras estrelas. É precisamente esta 'conexão' que permite que as partículas solares da heliosfera abandonem definitivamente o nosso sistema planetário, diz o site do jornal espanhol 'ABC'.

No entanto, como a direção das linhas do campo magnético continua a mesma, a equipa da 'Voyager' acredita que a nova região encontrada esteja ainda dentro da nossa bolha solar. Ainda assim, esta pode ser a última camada antes do fim da heliosfera, diz o 'The daily Mail'.

"Apesar de a Voyager 1 ainda se encontrar no ambiente do Sol, podemos sentir o que é estar do lado de fora, porque as partículas estão a entrar e sair desta autoestrada magnética", explicou Edward Stone, chefe da missão, durante o congresso da União de Geofísica Americana, citado pelo 'The Daily Mail'.

"Acreditamos que esta seja a última etapa da nossa jornada no espaço interestelar. O nosso melhor palpite é que, provavelmente, esteja a apenas alguns meses até um par de anos de distância", acrescentou Stone.

As sondas 'Voyager' 1 e 2 foram lançadas com 16 dias de diferença em 1977. Pelo menos uma delas visitou Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. A 'Voyager 1' é o objeto realizado por humanos mais distante do planeta Terra. O sinal emitido pela sonda espacial demora cerca de 7 horas chegar ao nosso planeta. Os cientistas acreditam que a 'Voyager 2' não tenha chegado à 'autoestrada magnética', diz o site oficial da NASA.

DN