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Uma nova morte - Os diferentes estágios do coma

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Os diferentes estágios do coma

Estado de Coma

A inconsciência é causado por danos na substância reticular ativadora, que regula nosso despertar. São os neurônios dessa substância que nos fazem acordar com toques ou ruídos. Em tipos leves de coma, a pessoa fica agitada, suando, emitindo grunhidos e tem delírios.

Coma profundo

Nesse estágio, nem mesmo estímulos dolorosos afetam o organismo. Dependendo da lesão, o paciente pode até manter sentidos, como a audição, mas dificilmente entenderá o que ouve.

Estado vegetativo

O paciente tem danificado o córtex, a “casca” do cérebro, região responsável pelo raciocínio, movimentos voluntários e sentidos. Não voltará a sentir, ter memória ou consciência de si, mas a atividade automática do corpo continua normal. Os olhos mantêm-se abertos, há respiração e até choro involuntário. A americana Terri Schiavo ficou assim durante 15 anos.

Coma irreversível

É causado por lesões encefálicas irrecuperáveis . Danifica movimentos voluntários e o funcionamento automático do corpo, que não recebe mais ordens para fazer funcionar atividades vitais, como a respiração. Nesse caso, a pessoa viverá para sempre sem consciência e com a ajuda de respiradores artificiais. Trata-se do que hoje se conhece como “morte cerebral”.

Pseudocoma

Tetraplégico e com paralisia de movimentos da faringe e da face, o paciente consegue apenas abrir as pálpebras e mover os olhos. Mas permanece acordado e em plena consciência, com a substância reticular ativadora intacta. Conhecido também como “síndrome de encarceramento”.

 

O longo caminho da morte

1) Morte do cérebro

Se o sangue deixar de fluir no cérebro por mais de 4 minutos, os neurônios do córtex param de funcionar e a pessoa deixa de sentir e pensar. Depois, o tronco cerebral entra em pane. Sem ele, cessam os movimentos involuntários do corpo – principalmente a respiração.

2) O coração pára

Com ajuda de um respirador, o coração pode ser mantido batendo e o sangue circulando. E apesar de clinicamente morto, o paciente pode suar e reagir a cortes. Mas se os aparelhos forem retirados, coração e respiração param.

3) As células estancam

O sangue pára de circular e as células deixam de se reproduzir. Cabelo, barba e unhas interrompem o crescimento.

4) O fim dos órgãos

Com o fim da circulação, o sangue começa a coagular nos órgãos e tecidos, deixando-os inviáveis para transplantes. Algumas exceções: as córneas, que podem ser retiradas até 3 horas, e os ossos, que resistem até 6 horas após o fim da respiração.

5) O cadáver

Cerca de 3 horas após a parada cardíaca, o corpo toma o aspecto conhecido como morte. O fim da circulação deixa a pele pálida. O sangue estaciona, produzindo a rigidez cadavérica, que começa no pescoço e termina nos pés. O calor do corpo cai cerca de 1 0C por hora, até ser regulado pela temperatura ambiente.

6) O esqueleto

O corpo começa a se comportar como um objeto físico. A membrana das células não funciona mais e o cadáver começa a perder água. Dezoito horas depois da parada cardíaca, as bactérias começam a decompor o cadáver e iniciam a putrefação. Depois de 8 semanas, resta apenas o esqueleto.

Sobre a Morte e o Morrer - Elizabeth Kübler-Ross, Martins Fontes, 1981

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